Aproximações e Distanciamentos

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Todos somos marcados por muitas aproximações e distanciamentos. Nosso coração  (afeições/afetos) está repleto de lembranças de chegadas e despedidas. As aproximações e distanciamentos acontecem rasgando nossa alma, em dor, para gestar um novo tempo. Nunca somos os mesmos...,  mas,  principalmente,  não o somos depois de vivermos momentos assim. As rupturas são quanto mais bruscas mais marcantes, profundas e renovadoras.

Levamos conosco, desses momentos, algumas coisas de nós que não mais queremos perder. Coisas que afirmamos como aprendizagens valiosas que nos constituirão a partir de então. Mas, deixamos, a partir desses momentos, muito de nós, que não mais podemos chamar de nosso. Perdemos parte do que um dia fomos... uma inocência, talvez. ... Vemos o que antes não víamos, sabemos o que não sabíamos... não cremos mais em algumas coisas... porque afirmamos outras em nossas aprendizagens.

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Fiquei pensando sobre o que é “aproveitar cada agora”, considerando a consciência do quanto a vida é efêmera. Cheguei à conclusão que pode ser simplesmente estar presente na própria vida. Não é saudável que se viva apenas de memórias, no passado, nem é saudável que se viva de desejos, imaginando o futuro, numa ansiedade sem fim. Agora se eu estou em mim, consciente de meu tempo, meu momento, minha experiência, eu escolho o que fazer em cada circunstância, sem dívidas com outra coisa a não ser constituir-me a melhor pessoa que posso e quero ser.

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Admiro uma pessoa que tem coragem de viver com autenticidade e paga o preço para isso, mesmo o da perda e o da dor. Patético é vender a alma por migalhas, sejam elas dinheiro, status ou amor. A covardia é algo que sempre me deu náuseas.

É melhor tentar, mesmo arriscando cometer erros, do que ficar imobilizado! Os dados da realidade mudam. As vezes nos surpreendemos percebendo as sementes de vida que podem germinar em territórios áridos.

A vida é mesmo um absurdo, mas a gente pinta de cores e flores e dá sentido e significado ao nosso caminho. Lembrar disso sempre me recorda que há diferentes maneiras de enxergar o que nos acontece a cada dia. 

As crises nos convidam a repensar e realinhar os rumos de nossa vida. Nada melhor que ao invés de ficarmos imobilizados, caminharmos constituindo novas realizações. É possível fazer diferente. Aprecio a reinvenção.

A vida é breve. Tudo muito passageiro. Algumas coisas são pouco importantes, enquanto outras nos são essenciais. Saber a diferença pode dar novo sentido e significado a cada agora que vivemos.

 (Todos os fragmentos aqui inseridos são de autoria de Christina Rocha)

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