CRÔNICAS

Sobre Conviver

Sombrinhas

 

A arte de viver é simplesmente a arte de conviver... simplesmente, disse eu?

Mas como é difícil!

Mario Quintana

(...) Somente alguém que está preparado para TUDO, que não exclui NADA, nem o mais enigmático, vivenciará a relação com o outro como algo vivo.

Rainer Maria Rilke

Durante alguns anos lecionei Filosofia, uma disciplina pela qual tenho paixão. Gosto de reorganizar os espaços da sala de aula, lhes dando formatos adequados as interações que considero mais próprias ao tema que será trabalhado. Então, não uso necessariamente o quadro. Recordo-me de uma aula, com um grupo de alunos de graduação, em que trabalhava sobre o Filósofo Jean Paul Sartre e projetava algumas ideias em uma parede da sala, destacando aspectos de seu pensamento, quando resolvi comentar, de modo especial, uma de suas frases: “O inferno são os outros” (in. Entre Quatro Paredes. O Ser e o Nada). Devaneei interiormente com tanta mobilização sobre o significado da mesma, enquanto a mencionava, que peguei a caneta própria para quadro e escrevi a celebre frase junto a projeção, rapidamente e grifado, para espanto de meus alunos que exclamaram: “professora, você escreveu na parede”! Recordo-me plenamente da cena e continuo rindo do ocorrido. Foi empolgação. É que o tema rende assunto!

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Pensando Em Relacionamento...

hands 437968 1920

 

Sabiamente Sartre afirma que “somos o resultado de nossas escolhas”.  Ou seja, nossas escolhas nos constituem.  Estão, seja lá o que vamos escolher, se nos amamos, é preciso que nossas escolhas nos façam bem, contribuam para nossa felicidade, nos tornem melhores, nos convidem para ir além do que somos e que nos auxiliem a superar nossos desafios existenciais, constituindo um presente melhor e um futuro repleto de significado.

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O Novo de Nós - Para Onde Ir?

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"A verdadeira viagem de descoberta não consiste em buscar novas paisagens, mas em ter novos olhos" (Marcel Proust)

Cada homem tem em si um continente de caráter a ser descoberto. Feliz aquele que age como Colombo de sua própria alma. (J Stephen)

 

Escrevo sobre as coisas que ocupam minha mente e sobre as quais eu mesma estou refletindo. Em texto anterior fiz a seguinte afirmação: “Uma das coisas que nos trava a mudança é o receio de como nos constituiremos como pessoa, sem as coisas que ocuparam tanto nosso tempo, até então. Às vezes, estamos tão identificados com dadas situações e elas delineiam de tal modo nossa identidade, que parece que não conseguiremos nos reconhecer se abrirmos mão das mesmas”. Afirmei que esse receio é resultado de orbitar em ilusão, pois somos muito mais do que fazemos, das relações que temos, das coisas que adquirimos... enfim, nada disso nos define. Creio que, de fato, esse é um tema que merece uma cuidadosa reflexão: A nossa identidade como pessoa, para além de todos os papeis que representamos, as coisas que possuímos, as relações que entabulamos. O que é essencial no que queremos nos constituir neste tempo?

Pensando sobre a constituição desse “novo de nós”, me recordei dos dois pensamentos que menciono acima: "A verdadeira viagem de descoberta não consiste em buscar novas paisagens, mas em ter novos olhos" (Marcel Proust) e “Cada homem tem em si um continente de caráter a ser descoberto. Feliz aquele que age como Colombo de sua própria alma”. (J Stephen)

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Permita-se!

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Quero usar uma metáfora para ajudar a pensar a construção de um texto,  livre expressão de seus sentimentos: Faça amor com sua alma - escreva com paixão.

Escrever pode ser uma expressão sem condicionamentos, sem releituras e correções, uma expressão primal, instintiva, de criatividade. Você não pensa para escrever, você pensa escrevendo... criando, permitindo-se gestar a palavra no movimento, no convite de uma palavra a uma outra, na exata cadência de sua alma. Deixa fluir. Escrever é fruição de sua interioridade, como se acariciasse os sentidos e significados de suas percepções.

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Coragem Para Mudar

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 "O maior medo do navegador é o de não partir..." (Amyr Klink).

 

Estou fazendo reedição de meus próprios textos. Há momentos que quando os releio, já não concordo comigo, em outras ocasiões, a partir de novas experiências, sinto a necessidade de ampliar as perspectivas. Isso aconteceu com o texto sobre esse tema: Coragem para Mudar. O novo texto segue abaixo:

De modo geral é comum defendermos a importância da persistência. Os vencedores, que persistem na busca de seus objetivos e os alcançam, são identificados por sua coragem. Correr atrás dos sonhos, em geral, é o que torna pessoas comuns, grandes realizadores. Mas, importa pontuar que cada fase da vida tem suas especiais realizações. Elas se transformam com o tempo.

Mas, para além da persistência, existem outros fatores determinantes para o sucesso e, um deles, é ter coragem para mudar - desistir de um rumo, de um modo de ser, de uma forma de existir, de um modo de vida, de relacionamentos ou situações - porquê percebemos que em dado momento nosso foco deve ser outro. Por mais que pareça contraditório, saber a hora de dar meia-volta, desistir, ou mudar o rumo das coisas, também é fundamental.

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Perplexidade

 

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Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o 
inexprimível é a música.
Aldous Huxley


Algumas vezes não sabemos dizer o que sentimos, porque o que sentimos ainda não é possível de compreensão. O sentimento é um verso iniciado, que pausou na reticência e ficou inacabado a espera do próximo tempo, da próxima palavra, do próximo parágrafo.

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Comunicação - A Arte de Bem-Dizer

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Seja como for o que penses, creio que é melhor dizê-lo com boas palavras.

Willian Shakespeare

As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.

Victor Hugo

 

 

A palavra bendito tem os seguintes significados: que faz o bem; generoso, bom, benfazejo. A palavra bendizer: trazer felicidade, sorte, proteção. Gosto de brincar com os significados das palavras, portanto, quero escrever sobre a arte de bem dizer.

Creio que algumas afirmações referencias podem nos auxiliar em nossa comunicação e, consequentemente, na forma como estabelecemos relações, nos auxiliando a cultivar comunicações bem-ditas – claras, sinceras, autenticas, apoiadoras e sustentadoras.

Uma questão que sempre problematizo é que o óbvio não existe. Cada um de nós tem, em sua interioridade, seu universo de sentido, seu mapa mental, suas lentes e sua forma de ver e interpretar a existência. De modo geral, se tem por certo que aquilo que vemos, entendemos e interpretamos é, e sendo assim, o outro deveria ver e entender da mesma maneira. Mas, isso não se dá dessa forma. O outro, absolutamente outro, vê, percebe e interpreta a partir de suas próprias possibilidades e, de modo geral, os elementos que subjazem a suas possibilidades são totalmente diversos dos meus. Tendo essas considerações em conta, afirmo que para nos relacionarmos precisamos atentar, de modo especial, para nossa forma de comunicação. Aquilo que não é bem-dito, pode ocasionar muitos ruídos de comunicação, distanciamentos e equívocos, ao invés de aproximações.

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Sobre Felicidade

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Concordo que "buscar a felicidade" é uma expressão bastante inadequada.  Não creio que exista a possibilidade de “buscar a felicidade” como uma meta a ser alcançada depois. Depois, não existe. Existe a vida como acontecimento, agora. A vida é agora, sem adiamentos.

Isso  me faz lembra uma letra de música:

“Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que não causei

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Assertividade e Relações Saudáveis

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Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. 
Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências.

Osho

 

Um grande desafio que vivenciamos em nossa comunicação é conseguirmos dizer de modo claro, explicito e ao mesmo tempo respeitoso e gentil, o que queremos ou não, o que concordamos, ou não, o que permitimos ou não, a partir daquilo que de fato nos mobiliza, a ponto de fazermos as nossas escolhas, devidamente alinhados com o que desejamos em nosso coração.

Ao longo do tempo, aprendemos que alguns comportamentos são socialmente mais aceitáveis que outros, considerando as expectativas que as pessoas têm sobre nós ou sobre como acreditamos que “deveríamos”’ nos portar. A construção desse modo “desejável” está relacionada a nosso espaço social - contexto socioeconômico e cultural, incluindo aspectos da dinâmica da religiosidade, tradição e modo de funcionamento afetivo familiar – comportamentos aprendidos.

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Primeiros Erros

 

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“Se um dia eu pudesse ver Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros...”.


Tem músicas que a gente sabe cantar inteiras porque em algum momento marcaram nossa história. Canto várias do Capital Inicial. Recordando-me de uma pessoa amiga, a quem quero muito bem, e me peguei cantando Primeiros Erros. Eu me recordei de sua pergunta sobre porque, muitas vezes, não podemos “parar de chover nos primeiros erros” e a eles se sucedem vários outros. Ela falava sobre isso com um tom de culpabilização.

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Ensaio Sobre o Olhar

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Tola a pretensão do olhar que observa e pressupõe-se capaz de evidenciar e de intuir aquilo que é, porque, do lugar onde se encontra, tudo vê e vê completamente. Nossa cultura, uma cultura da imagem, é extremamente superficial. Mas cada vez menos se vê o que há além dessa superfície.

O olhar é feito de luz e sombra, de visível e de invisível. Quando olhamos, o que percebemos à primeira vista — e consideramos muitas vezes como irrefutável, como suficiente em si mesmo — é apenas uma percepção unilateral, uma ilusão de ótica.

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Fazer Amor Com a Própria Alma

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“O hoje é apenas um furo no futuro Por onde o passado começa a jorrar
E eu aqui isolado onde nada é perdoado Vi o fim chamando o princípio pra poderem se encontrar”
(Banquete de Lixo – Raul Seixas)

Uma das coisas que me fascinam em conversar com as pessoas - como um desafio a compreensão -  é que suas palavras, expressões e pensamentos são sempre muito mais do que o que parece fazer sentido para mim, que as ouço, e com elas interajo. As suas palavras, pausas e silêncios, às vezes, são manifestação do transbordamento de uma conversa paralela interior, não explicita. Há sentidos e significados que escapam do que está presente no discurso - subjazem a aparente linearidade do que é dito.

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Riscos

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Talvez um dos nossos maiores desafios seja decidir que rumos dar à nossa própria vida. Seria fácil se fossemos algo — um ser que em processo de evolução e amadurecimento — que chegasse a um ponto exato de adultice com um amadurecimento que possibilitasse saber exatamente como conduzir todas as coisas com sabedoria. Obviamente facilitaria muito se houvesse opções duais — certo ou errado, verdadeiro ou falso, bom ou mal — e que no ápice dessa referida adultice tivéssemos clareza quanto as consequências de nossas escolhas e das referências que deveríamos tomar por base para fazê-las.

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O Que Não Se Pode Perder?

alpine grass elke 2377207 1920

 

“Aventurar-se causa ansiedade, mas deixar de arriscar-se
é perder a si mesmo.

Aventurar-se no sentido mais amplo é precisamente tomar consciência
de si próprio”.
Soren Kierkegaard

Depois de uma semana intensa de trabalho, voltei para casa. Após seis horas de viagem, esperava por minha mala no aeroporto, pensando no descanso e no quanto era bom estar de volta, após a missão cumprida. Esperei... esperei... até constatar que a mala havia desaparecido.

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Relações

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Toda relação humana é um processo muito interessante de aprendizagem recíproca. Jamais, em minha trajetória, vi relações humanas desprovidas de conflito, de aprendizagens, de necessidade de compreensão mútua, de desafios a serem superados e expectativas reconstruídas. Jamais vi, seja com relação a famílias, casais, filhos, namorados ou amigos, algo que pudesse parecer com um “ideal”  de harmonia, reciprocidade, respeito, consideração, cumplicidade, sem que isso se constituísse também em meio a inquietações, estranhezas, dúvidas, mal-entendidos.

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Ser ou Nada

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Há á momentos que revisamos uma série de coisas e pensamos sobremaneira sobre nossos porquês.

Porque uma escolha e não outra, porque uma dor e não outra, porque um lugar e não outro, porque um trabalho e não outro, porque uma pessoa e não outra. O “se fosse de outro modo” não existe como uma possibilidade relativa às escolhas passadas. Revisitar uma serie de coisas tem mais a ver com uma tentativa de entender nossas motivações e condicionamentos, para tornar o presente mais consciente e menos dominado por comportamentos que nos fazem mal, mas sobre os quais temos pouco controle ou decisão.

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Trouxeste a Chave?

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Fui provocada a refletir. Imaginem o diálogo:

— Chris, para que essa chave no seu chaveiro?
— Uai, não sei não.
— E por que você carrega uma chave que não sabe para que serve?
— Para abrir uma porta que não sei onde está.
— Isso não faz sentido.

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Critérios e Decisão

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Em alguns momentos me pego pensando como devo interpretar comportamentos e acontecimentos a minha volta: De que modo perceber as intenções ou os silêncios? Como conectar palavras e ações? Que parâmetros usar para tomar minhas próprias decisões a partir do que percebo realidade?

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Passando a Limpo

feather 3237961 1920

“ Que tristes os caminhos, se não fora
  A presença distante das estrelas! “
 (Mario Quintana)

Uma das coisas que aprecio muito ao usar o computador é a facilidade como podemos corrigir, apagar, reformatar textos, construir e reconstruir ideias, entre outras tantas coisas que podemos processar de forma ágil e eficaz — tabelas, cálculos, planilhas, imagens, etc.

Como isso me tem sido útil como profissional e escritora! Lidando com tantas inovações e possibilidades algumas afirmações parecem sem sentido ou, no mínimo, reveladoras. Apesar do que a afirmação possa indicar, gosto da ideia do “passar a limpo”.

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Recriação

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Somos o somatório de nossas escolhas. Cada dia a vida nos apresenta inúmeras possibilidades. Uma pequena escolha nos abre ou fecha portas, de modo que pode determinar os rumos de toda uma vida. Não podemos prever as conseqüências das decisões que tomamos, mas é bom sabermos que sempre têm repercussão presente e futura.

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Perigo Cotidiano

pagadas“Alguma coisa aconteceu comigo. Alguma coisa tão estranha que ainda não aprendi o jeito de falar claramente sobre ela.”
(Caio Fernando Abreu)

Outro dia pensava, refletia, sobre as coisas cotidianas. Há imenso perigo em “cotidianizar”. É perigoso que nosso olhar se acostume. Que tenhamos a falsa impressão de saber, de possuir, de controlar, de ter realizado. Algo só é objeto de desejo enquanto inapreensível. Enquanto impossibilidade. Somos movidos por desafios. É a ausência que move nossa alma e não a presença.

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Sobre Nossos Silêncios

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Às vezes as palavras se esgotam. As muitas ocupações, talvez... Mas, também creio, porque perdemos contato com aquela parte de nós passível de tradução. E quando nenhum signo, mesmo que combinado em diferente formas, pode nos dizer, instaura-se o silêncio. Isso não é bom nem mal, nem é possível dizer que por si só seja significativo. Arte da vida. Algumas vezes nos falamos, outras nos silenciamos. Nos espaços de silêncio contatamos outras faces do que somos, mas ainda não foi desvelado. Gestamos o filho de nosso novo tempo.

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Generosidade

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Tudo o que somos incapazes de dar nos possuiu.
André Gide

Apesar de raramente termos consciência disso, não há dúvida de que a necessidade mais profunda do ser humano é dar-se.
Jacques Philippe

Dizeis: darei só àqueles que têm necessidade. Mas os vossos pomares não dizem assim. Dão para continuar a viver, pois reter é perecer.
Khalil Gibran

E tu? Eu quereria que partisses. Não necessariamente de um lugar para outro, mas para fora de ti. Para onde precisam de ti. Para te encontrares.
Paulo Geraldo

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Medo

 

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“Sei um segredo Você tem medo...”.
(Milton Nascimento)

Às vezes nos pegamos cantarolando alguma canção. É bom prestar atenção. Hoje cantava repetidamente isso: “sei um segredo, você tem medo”. É verdade, eu tenho. Muitos por sinal. Isso me fez recordar uma história que ouvi certa vez e marcou minha memória como referência para o enfrentamento de meus receios.

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Desejo e Destino

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“O que for teu desejo, assim será tua vontade.
O que for tua vontade, assim serão teus atos.
O que forem teus atos, assim será teu destino.”
(Deepak Chopra)

Reajo a uma afirmação de pessoa amiga que diz que minhas palavras são “sutis e contundentes”, porque “batem com as certezas que a gente tem incrustadas na alma, mas que a gente por vezes prefere dissimular”. É certo que cada um lê os textos e a vida a sua própria maneira. Mas provocação é provocação e resolvi comentar.

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Sobre Perdas

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A experiência de perder alguém que amamos traz muita dor e desorganização e nos coloca diante de intensas e difíceis emoções que podem dar a impressão de que a vida nunca mais será a mesma. E de fato não será. Será outra porque aquele que passa por um processo de perda é modificado por esta vivência, passando por um processo de luto que o leva a construir novos significados tanto para as experiências passadas, quanto presentes, transformando as vivências futuras. Ao mesmo tempo em que passar pelo processo de luto é doloroso, pode ser também fortalecedor, pois ainda que não houvesse o desejo de passar por ele, é possível se restabelecer e crescer com esta experiência.

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Força e Esperança

hands 1926414 1920

 

Você nunca sabe a força que tem. Até que a sua única alternativa é ser forte.
Johnny Depp

Quando li esse pensamento, de Johnny Depp, pensei comigo: a força e a esperança como uma única última alternativa é uma escolha que se faz e, com certeza, faz toda a diferença em nossas vidas. Algumas pessoas não escolhem nem a força nem a esperança, como última alternativa. Elas não apenas se abaterão, se fragilizarão frente aos vendavais da existência. O fato de não perceberem alternativas, lhes consumirá a alma.

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Riscos

hands 1139098 1920

 

Talvez um dos nossos maiores desafios seja decidir que rumos dar à nossa própria vida. Seria fácil se fossemos algo — um ser que em processo de evolução e amadurecimento — que chegasse a um ponto exato de adultice com um amadurecimento que possibilitasse saber exatamente como conduzir todas as coisas com sabedoria.

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Lei da Não Gravidade

barcoAprendi a não me deixar abater gravemente pelos impactos de nenhum desafio. Obviamente, sinto-me ansiosa, dolorida, irritada, preocupada e mobilizada como todo ser humano que sofre com as coisas próprias de nossa humanidade. Mas é bem isso: aprendi que há coisas que nos são próprias — “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo” — que são inevitáveis à nossa condição de seres humanos. Enquanto existentes, vamos sofrê-las. A grande questão é: Como sofrê-las?

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Amor, Um Verbo Em Ação.

 

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Normalmente falamos em amor, como um sentimento impar, diferenciado. Mas, me recordo que amor, tomando sua definição tem termos bíblicos, é um verbo em ação – amar. E amar implica um conjunto de ações que demandam tempo, investimento de energia, disponibilidade, partilha, presença e pertencimento. Desde um abraço acolhedor, a uma escuta atenta, uma convivência autêntica e gestos cotidianos de cuidado e carinho, amar precisa ser um verbo conjugado no presente, na concretude da vida.

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Um Diamante

diamanteÉ a enorme pressão a que é submetido
Que transforma o que outrora foi um simples e rejeitável carvão
Em um cobiçado e valioso diamante. 
(Augusto Branco)

Faz de tua alma um diamante. Por cada novo golpe uma nova face, para que umdia ela seja toda luminosa. 
(Rogelio Stela Bonilla)

É própria da natureza humana a necessidade de dar significado à vida. Sentimos um imperioso desejo na alma de sermos valorosos. Os trabalhos, empreendimentos, artes e demais realizações são formas de transcendermos nossa humanidade, marcando a contribuição e passagem de cada um no mundo, para além de uma efêmera existência. Dar sentido ao que somos, ao que fazemos, ao que realizamos e construímos, é algo que nos ajuda a viver com propósito, cultivando a motivação e a esperança.

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